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Chris Byars, New York City Jazz

Este disco não tem pingo de inovação. New York City Jazz não possui qualquer novidade, nem tem dela nenhuma pretensão. Jazz mainstream, como se tocava no passado ou como um professor – ele próprio historiador e professor - pode ensinar os seus alunos tocar Jazz.

O disco é composto de uma dezena de temas: cinco originais, duas composições de Gigy Gryce, uma do pianista Freddie Redd e ainda uma «carta fora do baralho», um tema do compositor e cantor egípcio Tarek Abdel-Hakim, «The General’s Song», que o sexteto resolve de forma desataviada, ainda que preservando o exótico harmónico.

Sexteto sem piano, com três sopros e secção rítmica, menos vulgar apenas na utilização do clarinete baixo e ocasionalmente do contrabaixo com arco, nunca fora de pé, sem dissonâncias, tema-solo-tema, com intervenções distribuídas equitativamente; apenas o prazer do Jazz com swing: música saída de uma cápsula do tempo como a descreveu Chris Byars. Secção rítmica eficiente, uníssonos dos sopros a lembrar os Four Brothers, um saxofone escorreito, trombone cálido, guitarra assertiva.

Disco que fará as delícias dos mais conservadores, despretensioso e fluido, sem história mas consistente; mas que aborrecerá os que buscam a novidade. Pois.

Chris Byars, sa, f
John Mosca, trb
Stefano Doglioni, clb
Pasquale Grasso, g
Ari Roland, b
Stefan Schatz, bat

New York City Jazz, Chris Byars, Steeplechase 2018

 

 

 

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